D'Baby Adams

D'Baby Adams
D'Baby Adams
Nome completoDésirée Adams
Nascimento15 de março de 1961 (65 anos)
Londres, Inglaterra
NacionalidadeBritânica
AscendênciaSanta-lucense
OcupaçãoAtriz, dramaturga, cantora, diretora, produtora teatral e ativista
Anos em atividade1974–presente
CônjugeGareth Vaughan (c. 2020)
ParentesDanika Evangeline Adams (irmã)
PrêmiosOscar Honorário (2018), Tony, BAFTA, Emmy, Globo de Ouro e Laurence Olivier
HonrariasDame Commander da Ordem do Império Britânico (2010)

Désirée “D’Baby” Adams (Londres, 15 de março de 1961) é uma atriz, dramaturga, cantora, diretora, produtora teatral e ativista britânica de ascendência santa-lucense. Com carreira iniciada na década de 1970, é amplamente conhecida pelo apelido de “Primeira-Dama do Teatro Britânico” e por sua influência na ampliação de oportunidades para intérpretes negras nos palcos do West End e da Broadway. Reconhecida tanto por suas interpretações de personagens de grande autoridade quanto pela personalidade pública incisiva, Adams construiu uma trajetória que abrange teatro clássico e contemporâneo, cinema independente, televisão, música e dublagem de jogos eletrônicos.

Alcançou projeção internacional aos 13 anos como Audrey Whitaker na produção teatral This Girl Is So Crazy (1974), cujo sucesso abriu caminho para sua carreira nos Estados Unidos e originou o bordão “When D’Baby speaks, everyone sits and listens”. Entre seus trabalhos mais conhecidos encontram-se a série Your Eyes (1989–1994), os filmes Shadows on the Congo (1995), Echoes of a Creole Heart (1997) e Beneath the Surface (2000), além de montagens de Medea, Hamlet, Coriolanus e Richard III. Atuou também em produções como The Wire, Only Murders in the Building e na terceira temporada de Euphoria. Em 2026, protagonizou os filmes Black and Powerful, Prima Facie e Crown & Conflict, bem como a produção teatral Sangue Negro, Coroa Azul.

Ao longo de sua carreira, recebeu importantes distinções, entre elas o Oscar Honorário (2018), Tony Awards por trabalhos na Broadway, um BAFTA de Televisão por Your Eyes, Primetime Emmy Awards por participações em séries americanas, Globos de Ouro, diversos Laurence Olivier Awards, além de prêmios Evening Standard Theatre, Critics’ Circle Theatre e reconhecimentos por sua atuação em videogames. Em 2010, recebeu o título de Dame Commander da Ordem do Império Britânico (DBE) por serviços prestados às artes. Fundadora da D’Baby Productions, dedicou parte de seu trabalho à produção de textos sobre imigração, identidade negra, colonialismo e a experiência da Geração Windrush.

Fora da atuação, Adams tornou-se uma figura de destaque no debate cultural e político britânico. Crítica das políticas do governo de Margaret Thatcher, participou da mobilização contra a poll tax em 1990 e manteve atuação pública em defesa dos direitos civis e da representatividade negra. Sua reputação também é marcada por declarações contundentes sobre a indústria do entretenimento, divergências com artistas e posições controversas sobre critérios de escalação, crítica teatral e produções internacionais. A combinação de prestígio artístico, ativismo e personalidade combativa fez dela uma das figuras mais discutidas de sua geração no universo cultural britânico.

Conteúdo
  1. Vida inicial
  2. Carreira
    1. 1973–1975: Ascensão no West End
    2. 1976–1977: Sucesso na Broadway
    3. 1978–1984: Teatro alternativo e primeiros trabalhos na televisão
    4. 1985–1988: Estreia em Hollywood e afastamento
    5. 1989–1994: Transição para a televisão e Your Eyes
    6. 1995–2000: Cinema independente e remontagem de This Girl Is So Crazy
    7. Década de 2000: Retorno ao teatro e à televisão
    8. Década de 2010: Aclamação contínua e dramaturgia
    9. Década de 2020: Consolidação artística e novas produções
  3. Música
  4. Videogames
  5. Ativismo
    1. Causa negra
    2. Direitos das mulheres trans
    3. Representatividade e critérios de escalação
    4. Atuação pública em 2025 e 2026
  6. Visões políticas
    1. Imigração
    2. Oposição a Margaret Thatcher e protestos contra a poll tax (1979–1990)
  7. Relações com o Brasil
    1. Participação em eventos e homenagem carnavalesca
    2. Críticas à cultura e às produções brasileiras
  8. Controvérsias
    1. Rivalidade com Oprah Winfrey
    2. Desavença com Elton John
    3. Outras rivalidades e declarações
    4. Oscar de 2025 e desentendimentos com Fernanda Torres
    5. Declarações sobre artistas e eventos internacionais
  9. Vida pessoal
    1. Casamentos
    2. Amizade com a princesa Diana
    3. Religião
  10. Honrarias e prêmios
  11. Obras
    1. Teatro
    2. Televisão
    3. Cinema
    4. Discografia
    5. Livros
  12. Legado

Vida inicial

Désirée Adams nasceu em 15 de março de 1961, em Londres, filha de Samuel e Marie-Thérèse Adams, imigrantes da ilha caribenha de Santa Lúcia que chegaram à Inglaterra em 1955 como parte da chamada “Geração Windrush”. Seu pai era carpinteiro e sua mãe, costureira. A família se estabeleceu no bairro de Notting Hill, onde Adams cresceu cercada tanto pela cultura britânica quanto por suas raízes santa-lucenses. Ela tem uma irmã mais nova, Danika Evangeline Adams, nascida em 1970.

Carreira

1973–1975: Ascensão no West End

Por volta de 1973, Adams havia perdido os pais e ficou responsável por cuidar de sua irmã mais nova, Danika. Enquanto Danika foi colocada em um lar adotivo, Adams sobreviveu nas ruas de Londres como mendiga. Aos 12 anos, começou a cantar em frente aos teatros e nas ruas próximas à região de Covent Garden para seu sustento. Suas interpretações de canções do musical Jesus Christ Superstar atraíam pequenas, mas entusiasmadas plateias. Foi assim que chamou a atenção do ator italiano Giovanni Moretti, que a indicou ao produtor britânico Cameron Mackintosh.

Em 1974, fez sua estreia no West End protagonizando a peça This Girl is So Crazy, no papel de Audrey Whitaker, uma jovem rebelde na Inglaterra vitoriana. Seu desempenho rendeu a ela o apelido “D’Baby”, inspirado em uma fala icônica da peça: “When D’Baby speaks, everyone sits and listens” (“Quando D’Baby fala, todos se sentam e ouvem”). Aos 13 anos, tornou-se a primeira mulher negra a liderar uma produção no West End. A peça foi aclamada pela crítica como a maior peça teatral do século XX e atraiu a atenção da família real britânica, com a rainha Elizabeth II assistindo a uma apresentação e elogiando a atuação da jovem atriz. Décadas depois, esse reconhecimento influenciou a concessão do título de Dama das Artes Britânicas a Adams. A peça permaneceu em cartaz em Londres até 1976, e Adams recebeu posteriormente reconhecimento da crítica e o prêmio Laurence Olivier de Melhor Atriz em Peça ou Musical.

1976–1977: Sucesso na Broadway

D'Baby AdamsPôster de
This Girl is So Crazy

O sucesso de This Girl is So Crazy levou à sua adaptação para a Broadway, sob a direção de Andrew Lloyd Webber. Adams reprisou o papel de Audrey Whitaker por mais dois anos, encerrando sua participação em 1977, aos 16 anos. A performance lhe garantiu um Tony de Melhor Atriz, tornando-a uma das vencedoras mais jovens da história da premiação. O encerramento da temporada entrou para a história do teatro britânico: Adams fez um monólogo impactante, acompanhado de luzes estroboscópicas e de uma reflexão sobre “o poder da mulher negra”. O público respondeu com uma ovação de pé que durou impressionantes 94 minutos, um recorde na época.

Ainda adolescente, passou a negociar contratos com cláusulas que lhe garantiam participação nas decisões sobre figurinos, publicidade e divulgação. Em 1977, recusou uma proposta de série norte-americana que, segundo afirmou posteriormente, a apresentaria como uma versão domesticada de Audrey Whitaker. A recusa tornou-se uma das primeiras manifestações públicas de sua resistência ao que chamava de “papéis de conforto para plateias brancas”.

1978–1984: Teatro alternativo e primeiros trabalhos na televisão

Após o sucesso de This Girl is So Crazy, Adams migrou para o teatro alternativo de Londres, assumindo papéis que refletiam sua jornada como jovem mulher e artista. Em 1978, estrelou a peça Oh My Gosh, ao lado da atriz Emma Sullivan. Escrita pelo então promissor dramaturgo Julian Hartley, a produção abordava temas como rebeldia juvenil, identidade e autodescoberta na Grã-Bretanha pós-punk. Adams interpretou Lila, uma adolescente de 16 anos lidando com as complexidades da amizade, da família e do primeiro amor. A crítica elogiou sua capacidade de transmitir emoção e vulnerabilidade, mostrando uma faceta mais introspectiva, distante do carisma exuberante de “D’Baby”.

Em 1980, liderou a leitura dramatizada de The House Has No Servants, texto da dramaturga Grace Ellington sobre uma família caribenha que herdava a mansão onde gerações de mulheres haviam trabalhado como empregadas. O projeto, desenvolvido no circuito independente londrino, nunca chegou a uma temporada comercial. Décadas depois, Adams mencionaria a leitura como o primeiro trabalho em que percebeu a possibilidade de representar mulheres negras ricas, contraditórias e moralmente ambíguas.

Em 1981, assumiu um papel ainda mais experimental em Someone Is Sexing, peça provocativa escrita e dirigida por Miranda Cole. Encenada no Young Vic, a produção explorava o despertar sexual, as pressões sociais e os desafios enfrentados por mulheres jovens em um mundo em transformação. Adams deu vida a Jasmine, uma estudante de arte de 19 anos lidando com seus desejos e ambições. O uso inovador de elementos multimídia, como projeções visuais e música ao vivo, fez da peça um destaque no circuito teatral alternativo.

Em 1982, interpretou a ambiciosa cantora Nadine Bell em A Woman Without Permission, telefilme produzido para a televisão britânica. A personagem rompe com a gravadora após descobrir que suas composições eram creditadas a artistas brancos. Embora o trabalho não tenha recebido grande divulgação internacional, é frequentemente identificado, na trajetória da atriz, como sua transição do teatro experimental para as câmeras.

Em 1983, estrelou sua última produção no teatro alternativo, Baby, Please, drama intenso escrito pelo dramaturgo emergente Marcus Trent. Estreando no Soho Theatre, a peça abordava as dinâmicas de poder, raça e gênero em um relacionamento disfuncional. Adams interpretou Evelyn, uma jovem determinada a conquistar sua independência em meio à manipulação emocional e à opressão sistêmica. Seu colega de cena, Gregory Hargrove, deu vida a Victor, seu parceiro abusivo e controlador.

Incidente com Gregory Hargrove

Nos bastidores, a relação entre Adams e Hargrove foi marcada por conflitos, com relatos de comentários racistas e comportamento desrespeitoso por parte do ator. Durante uma apresentação, a tensão atingiu o auge quando Hargrove improvisou uma fala ofensiva contra Adams. Em um momento que entraria para a história do teatro britânico, ela saiu do personagem, deu um tapa no colega de cena e o repreendeu de forma contundente: “Quando D’Baby Adams fala, todo mundo senta e escuta.” O público reagiu com choque e aplausos, e o episódio rapidamente se tornou assunto no meio teatral.

Embora algumas críticas tenham classificado sua reação como antiética, muitos aplaudiram sua coragem para enfrentar o racismo e o abuso em uma indústria que frequentemente silenciava vozes marginalizadas. A frase virou um símbolo de empoderamento e resistência, reforçando sua imagem de artista destemida. No entanto, o incidente também lhe rendeu o rótulo de “raivosa” entre alguns produtores, narrativa que Adams sempre contestou, apontando o tratamento desigual que mulheres negras sofrem no meio artístico.

O incidente teve desdobramentos nos contratos posteriores da atriz: em 1984, ela passou a exigir a presença de um representante artístico independente durante os ensaios de cenas de violência ou humilhação racial. No mesmo ano, interpretou a advogada Celestine Price no drama televisivo The Colour of Silence, sobre uma comunidade londrina que enfrenta uma investigação policial controversa.

1985–1988: Estreia em Hollywood e afastamento

Em 1985, Adams reinventou a icônica Fanny Brice em uma versão teatral de Funny Girl com uma abordagem negra, trazendo soul e jazz à produção. Reimaginada como uma mulher negra poderosa, Fanny ganhou uma nova vida, culminando na rendição magistral de “Feeling Good”, de Nina Simone, que se tornou o grande destaque da peça.

No mesmo ano, fez sua estreia em Hollywood no filme A Cor Púrpura, de Steven Spielberg, interpretando Miss Betty, uma empregada doméstica espirituosa. Os bastidores da produção, porém, foram marcados por uma rivalidade intensa com a co-estrela Oprah Winfrey (ver Controvérsias). Relatos indicam que as atrizes tiveram divergências criativas e disputas sobre seus papéis no longa. O conflito se tornou tão desgastante que Adams chegou a considerar abandonar a carreira.

O impacto emocional da experiência, somado à pressão da fama crescente, levou-a a se afastar temporariamente da atuação. Desiludida com a indústria, passou alguns anos longe dos holofotes, viajando pela Índia em busca de autoconhecimento e propósito. Durante o afastamento parcial, participou de oficinas de interpretação em Bombaim e Nova Délhi e estudou canto clássico e dança. Mais tarde, descreveu esse período como uma fase essencial para sua evolução pessoal e profissional.

Em 1987, recusou uma oferta para interpretar uma empregada doméstica em um filme americano, alegando que o roteiro “não continha uma única decisão tomada pela personagem”. Um ano depois, voltou a Londres para uma leitura privada de Queens of the Street, peça inédita sobre três mulheres negras proprietárias de imóveis em Brixton, cuja produção seria retomada apenas anos mais tarde.

A experiência na Índia também alimentou uma faceta espiritual de sua imagem pública, posteriormente refletida em produções sobre memória, ancestralidade e religiões da diáspora africana. Apesar disso, Adams afirmou repetidamente que o período não deveria ser romantizado como um abandono definitivo da indústria, mas entendido como uma pausa para recuperar autonomia sobre sua carreira.

1989–1994: Transição para a televisão e Your Eyes

Em 1989, Adams migrou para a televisão, assumindo o papel principal da aclamada série britânica Your Eyes. Ambientada na Londres dos anos 1980, a produção acompanhava a vida da Dra. Amara Johnson, uma oftalmologista brilhante, porém emocionalmente complexa, que enfrentava desafios tanto na carreira quanto na vida pessoal, especialmente por ser uma mulher negra em uma profissão predominantemente branca. A lendária atriz Katharine Hepburn integrou o elenco da primeira temporada, em 1989, marcando sua única participação em uma série de televisão. À época, Hepburn declarou que aceitou o convite unicamente pelo prazer de atuar ao lado de uma atriz verdadeiramente autêntica como Adams.

A performance de Adams foi amplamente elogiada pela crítica, que destacou sua capacidade de equilibrar força e vulnerabilidade. O trabalho lhe rendeu o BAFTA de Melhor Atriz em 1990, além do prêmio da Royal Television Society na mesma categoria. A série se tornou um enorme sucesso, permanecendo no ar por cinco temporadas, até 1994.

Durante as cinco temporadas, Adams se envolveu na revisão de diversos roteiros e defendeu que a Dra. Amara Johnson não fosse reduzida à condição de símbolo de superação racial. Na quarta temporada, a personagem enfrentou uma investigação por negligência médica, arco que inicialmente provocou objeções dos executivos da emissora por apresentar uma protagonista negra falível. Adams considerava esse enredo essencial para a credibilidade da série.

Em 1992, participou do telefilme The Last Patient, interpretando uma oftalmologista envolvida em um conflito ético com uma clínica privada. Embora o papel guardasse semelhanças superficiais com Amara Johnson, tratava-se de uma história independente.

1995–2000: Cinema independente e remontagem de This Girl Is So Crazy

D'Baby AdamsAdams em 1998
na pré-estreia de
Central do Brasil

Após o sucesso de Your Eyes, Adams direcionou seu foco para o cinema independente, buscando papéis desafiadores e não convencionais. Entre 1995 e 2000, participou de uma série de projetos aclamados pela crítica.

Em Shadows on the Congo (1995), dirigido por Mike Leigh, drama britânico que explorava a vida de imigrantes em Londres nos anos 1990, interpretou Marlene, uma mãe solteira e aspirante a poetisa que luta para equilibrar seus sonhos com as dificuldades da vida. A atuação lhe rendeu o British Independent Film Award de Melhor Atriz e o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Dramático.

Em 1996, foi convidada para protagonizar Empress of the River, drama de época sobre uma comerciante negra que controlava parte do transporte fluvial de Londres no século XIX. A produção recebeu circulação limitada, mas a personagem tornou-se um dos exemplos favoritos da atriz ao argumentar que o cinema histórico poderia retratar pessoas negras fora dos papéis de servidão.

Em Echoes of a Creole Heart (1997), drama independente americano dirigido por John Sayles, contracenou com Alfre Woodard e David Strathairn. Interpretou Grace, uma cantora de jazz na Nova Orleans dos anos 1950 que enfrenta o racismo e perdas pessoais. O filme estreou no Festival de Sundance e venceu o Prêmio Especial do Júri para Melhor Elenco, com a atuação de Adams sendo destacada por sua intensidade e musicalidade.

Em The Edge of Tomorrow (1998), filme experimental britânico dirigido por Lynne Ramsay, acompanhou a relação entre uma jovem (interpretada por Samantha Morton) e sua tia distante, Eleanor, vivida por Adams. O papel de uma artista boêmia lutando contra o vício demonstrou sua versatilidade e lhe garantiu o London Film Critics’ Circle Award de Melhor Atriz Coadjuvante e um Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia.

Em 1999, após as filmagens de The Edge of Tomorrow, uniu-se novamente a Cameron Mackintosh para uma remontagem comemorativa, This Girl is So Crazy: A 25th Anniversary Celebration. Durante a curta temporada, assumiu com maestria o papel de Audrey Whitaker, e a peça passou a contar com um ato adicional, completamente escrito por ela. O sucesso de crítica e público foi estrondoso, e a remontagem se mostrou fundamental para o retorno de Adams ao teatro na década seguinte, além de consolidar sua posição como uma das figuras mais importantes do teatro britânico, reforçando sua reivindicação ao título de Dama do Teatro Britânico.

Em Beneath the Surface (2000), thriller psicológico dirigido por Darren Aronofsky, estrelou ao lado de Ellen Burstyn como a Dra. Naomi Carter, uma psiquiatra que investiga eventos misteriosos em uma pequena cidade da Nova Inglaterra. O filme estreou no Festival de Cinema de Toronto e venceu o Independent Spirit Award de Melhor Fotografia. A performance foi descrita pela crítica como “hipnotizante”. Além de atuar, Adams também co-dirigiu o longa, marcando sua estreia como cineasta.

No início de 2000, além de sua estreia na direção, protagonizou a minissérie The Minister’s Wife, no papel de uma parlamentar trabalhista que descobre o financiamento irregular da campanha do marido. A personagem, conhecida por confrontar jornalistas e membros do próprio partido, antecipava o tipo de mulher autoritária que Adams passaria a interpretar com frequência.

Década de 2000: Retorno ao teatro e à televisão

Após sua fase no cinema independente, Adams retornou ao teatro mainstream, assumindo papéis icônicos em peças clássicas e shakespearianas. Suas atuações nesse período foram amplamente elogiadas, consolidando seu status como uma das maiores atrizes de teatro de sua geração.

Em Medea (2002–2003), protagonizou uma releitura da tragédia de Eurípides, cuja temporada londrina começou em 2002 e foi transferida para a Broadway em 2003. Interpretou Medeia como uma líder política exilada e recebeu o Tony Award de Melhor Atriz Principal em Peça em 2003, pela temporada nova-iorquina. Também em 2003, estrelou The Crown of Ashes, tragédia política ambientada em um reino fictício do Atlântico, na qual interpretou uma rainha deposta.

Em 2004, participou do thriller britânico A Most Uncivilised Affair, interpretando uma juíza cuja decisão provoca uma crise parlamentar.

Em The Wire (2005), fez uma participação especial na aclamada série da HBO, interpretando a Dra. Lenora James, uma diretora escolar em Baltimore conhecida por sua compaixão e rigor. Apesar da participação breve, seu desempenho foi amplamente elogiado e lhe rendeu o Primetime Emmy de Melhor Atriz Convidada em Série Dramática, seu primeiro grande prêmio televisivo nos Estados Unidos.

Em 2006, participou de The Last Empress of Brixton, sobre uma empresária caribenha que resiste à especulação imobiliária. Já em 2007, fez uma participação na série The Kensington Files, como diretora de uma instituição de caridade suspeita de desvio de recursos. A personagem, que usava o prestígio social para manipular adversários, foi descrita pela própria Adams como “a primeira mulher que interpretei com o direito de ser verdadeiramente detestável”.

Em Hamlet (2008), numa inovadora produção no National Theatre, interpretou Gertrudes, a mãe do protagonista. Sob a direção de Nicholas Hytner, a peça reimaginou Gertrudes como uma figura mais ativa e complexa. A apresentação final rendeu a Adams uma ovação recorde de 135 minutos, um feito sem precedentes no teatro mundial. Sua atuação lhe garantiu o Evening Standard Theatre Award de Melhor Atriz Coadjuvante e o Critics’ Circle Theatre Award de Melhor Atriz.

Em 2009, participou de Women Who Refused to Kneel, montagem documental que reuniu depoimentos de trabalhadoras negras britânicas. Esses projetos ampliaram a associação de Adams a figuras femininas de grande autoridade, sem deixar de explorar a ambivalência moral de suas protagonistas.

Década de 2010: Aclamação contínua e dramaturgia

D'Baby AdamsAdams ao receber o prêmio
de Melhor Atriz por Coriolanus

Além de sua carreira como atriz, Adams se tornou uma proeminente produtora de teatro e dramaturga. Fundou a D’Baby Productions, companhia dedicada ao desenvolvimento de novas obras e à revitalização de peças clássicas, com foco na diversidade e na inovação. Em 2010, foi nomeada Dame Commander da Ordem do Império Britânico por seus serviços às artes e seu trabalho na promoção da igualdade racial.

Em The Black Fire Within (2010), peça que escreveu e produziu, explorou as vidas de imigrantes caribenhos na Londres dos anos 1950. A produção venceu o Evening Standard Theatre Award de Melhor Peça Nova.

Em 2011, estrelou Madame Parliament, sátira televisiva sobre uma ex-ministra que passa a comandar uma escola de formação política para mulheres. A protagonista, Bernadette Clarke, ficou conhecida por interromper debates com a frase “a ignorância não é uma identidade”. A série teve duas temporadas e se tornou um pequeno fenômeno de citações nas redes sociais.

Em Yemanjá – The Queen of the Seas (2012), épico musical, entregou uma performance arrebatadora como Yemọja, a majestosa divindade das águas na religião iorubá e mãe de todos os orixás. Para honrar seus ancestrais e dar voz às narrativas silenciadas, mergulhou profundamente nas tradições da diáspora, transformando a peça em um espetáculo icônico que desafiou a branquitude britânica a confrontar e reconhecer as raízes africanas que moldaram o mundo.

Em 2013, dirigiu o drama independente A Daughter of the Empire, centrado em uma historiadora de origem santa-lucense que descobre documentos referentes à participação de sua família no comércio colonial. Adams não apareceu em cena, preferindo concentrar-se na direção e na produção.

Em 2014, co-produziu Black Voices of the Windrush, espetáculo de teatro documental baseado em entrevistas com membros da Geração Windrush. O projeto foi aclamado e recebeu o Olivier Award por Realização Excepcional no Teatro Afiliado. No mesmo ano, apoiou a remontagem itinerante de Queens of the Street, projeto que havia conhecido no fim da década de 1980.

Em 2015, interpretou a matriarca Genevieve St. Clair no filme The House of Seven Mothers, saga familiar ambientada entre Londres e o Caribe. Sua personagem controlava um império de hotéis, mas procurava impedir que as filhas soubessem da origem de sua fortuna. Adams declarou que considerava ofensiva a expectativa de que personagens negras poderosas precisassem ser “moralmente exemplares” para justificar sua presença em grandes produções.

Em Coriolanus (2016), interpretou Volumnia, a formidável mãe de Coriolano, em uma produção amplamente aclamada da Royal Shakespeare Company. Sua performance foi elogiada por sua “presença imponente e profundidade emocional”, garantindo-lhe o Olivier Award de Melhor Atriz Coadjuvante.

Em 2017, estrelou The Duchess of Nowhere, drama sobre uma antiga aristocrata que tenta recuperar a propriedade herdada de seu pai adotivo. A recepção foi dividida, sobretudo por sua interpretação deliberadamente fria e antissentimental.

Em 2018, Adams recebeu um Oscar Honorário por suas “contribuições extraordinárias ao cinema, teatro e televisão, e por seu compromisso inabalável com a diversidade e a representação nas artes”. No mesmo ano, participou de uma leitura de King Lear interpretando o personagem-título, em um experimento de escalação sem distinção de gênero que posteriormente seria citado nos debates sobre seus critérios para mudanças de caracterização de personagens.

Em Your Eyes II: The Musical (2019; Broadway em 2023), adaptação musical da série Your Eyes, retomou o papel da Dra. Amara Johnson. A montagem estreou no West End em 2019 e venceu o Olivier Award de Melhor Musical Novo, e a atriz recebeu o Evening Standard Theatre Award de Melhor Atriz em Musical. A transferência para a Broadway ocorreu em 2023; por essa temporada, Adams venceu o Tony Award de Melhor Atriz Principal em Musical em 2024.

Década de 2020: Consolidação artística e novas produções

D'Baby AdamsAdams como
Rainha Margarida em Richard III

2020–2024

Em 2020, Adams produziu a série limitada The Silent Matriarch, sobre uma líder comunitária de origem caribenha que se torna informante em uma investigação de corrupção política. A produção foi inicialmente concebida para o teatro, mas adaptada para a televisão em razão do fechamento de espaços culturais durante a pandemia.

Em Only Murders in the Building (2021), na primeira temporada da aclamada série do Hulu, brilhou como Theodora “Teddy” Ravenscroft, uma temida crítica de teatro e antiga conhecida de Oliver Putnam (Martin Short). Ácida e implacável, Teddy construiu sua carreira destruindo sonhos da Broadway com uma única frase mordaz. A atuação memorável lhe rendeu o Primetime Emmy Award de Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia.

Em 2022, protagonizou o drama Saltwater Daughters, como uma proprietária de terras em Santa Lúcia que entra em conflito com um consórcio internacional interessado em explorar a região costeira. Em 2023, interpretou a chanceler Lady Ophelia Blackthorne na minissérie The Sovereign’s Table, suspense político sobre uma monarquia constitucional fictícia. O papel reuniu diversos traços recorrentes em sua filmografia: autoridade institucional, retórica elaborada e disposição para agir de maneira moralmente questionável.

Em Richard III (2024), interpretou a Rainha Margarida na montagem de Ricardo III dirigida por Sam Mendes no Old Vic. Sua performance foi descrita como “uma aula magistral de gravidade shakespeariana”, rendendo-lhe o Olivier Award de Melhor Atriz Coadjuvante, além do Evening Standard Theatre Award e do Critics’ Circle Theatre Award.

2025

Em 2025, Adams publicou sua autobiografia, This D’Baby is So Crazy: Why I Speak and People Sit and Listen, na qual revisitou sua infância em Notting Hill, os bastidores de sua ascensão precoce no West End e suas disputas públicas com a indústria cultural. Os direitos de adaptação foram adquiridos pela Searchlight Pictures, que anunciou uma adaptação cinematográfica ainda em desenvolvimento, com Angela Bassett ligada ao papel de Adams.

Ainda em 2025, estrelou Baratinha de Fogão, produção de terror psicológico e sátira social dirigida por Aderbal Skada. A personagem La’Quisha, moradora do Brooklyn, precisa enfrentar uma barata mutante que se desenvolve em seu fogão. A divulgação explorou o contraste entre o humor grotesco da premissa e a interpretação solene de Adams. O projeto tornou-se uma curiosidade recorrente entre admiradores da atriz.

Em novembro de 2025, a D’Baby Productions anunciou Sangue Negro, Coroa Azul, produção estrelada por Adams como a rainha exilada Abadebah. A temporada foi inaugurada no West End em março de 2026, conforme o calendário estabelecido para a montagem. A divulgação havia informado uma lista de espera superior a 50 mil pessoas e reservas de ingressos até meados de 2027, números divulgados pela própria produção. O drama aborda soberania, colonialismo e disputas de sucessão.

2026

Em Black and Powerful (2026), drama da A24 dirigido por Barry Jenkins, anunciado em 2025 e com prévia divulgada em novembro daquele ano, Adams interpreta Lashonda Williams, uma professora e organizadora comunitária no sul dos Estados Unidos durante a década de 1970 que enfrenta a tentativa de um conselho municipal de impor regras discriminatórias à juventude negra. Quando uma adolescente é injustamente acusada de incitar uma revolta, Lashonda organiza uma rede de resistência e transforma a escola local em centro de mobilização. O longa chegou aos cinemas em junho de 2026, e Adams recebeu elogios pela combinação de ironia, autoridade e vulnerabilidade na protagonista. O papel foi apresentado como um retorno da atriz ao drama social, combinando sua tradição teatral de monólogos com atuação cinematográfica mais contida, e ampliou sua presença no cinema dramático norte-americano.

Em Prima Facie (2026), drama judicial lançado em agosto, contracenou com Cynthia Erivo, que interpreta uma advogada criminalista cuja confiança nas instituições desmorona após uma experiência traumática. Adams vive Eleanor Vale, uma juíza aposentada que aceita orientar a jovem jurista e que também precisa confrontar decisões controversas tomadas ao longo de sua carreira. O filme aborda consentimento, responsabilidade institucional e desigualdade perante a Justiça. O reencontro profissional chamou atenção porque as atrizes haviam trocado críticas públicas anteriormente.

Em Crown & Conflict (2026), sátira histórica dirigida por Yorgos Lanthimos e estreada em setembro, interpreta uma versão alegórica e deliberadamente não literal da rainha Elizabeth II. Em vez de reconstruir literalmente seu reinado, o filme imagina uma monarca isolada em um palácio que começa a receber cartas de pessoas apagadas da história do Império Britânico. Ao tentar impedir que as cartas sejam divulgadas, ela se vê obrigada a encenar um julgamento da própria Coroa diante de seus súditos. Figurinos brancos, uma tiara de inspiração africana e cenários deliberadamente artificiais marcaram a produção. A escalação de uma atriz negra para representar a soberana branca gerou discussões sobre representação, fidelidade histórica e a natureza satírica da obra, e reavivou críticas à aparente contradição entre sua própria escalação racialmente não tradicional e seus comentários sobre outros elencos.

No mesmo ano, integrou a terceira temporada, já concluída, de Euphoria, série da HBO, como Josephine Bennet, avó de Rue (Zendaya). A personagem, sobrevivente de um passado de dependência química, oferece abrigo à neta durante uma recaída, mas esconde a identidade de Aunt LaChanze, proprietária clandestina de um estabelecimento exploratório. A revelação aproxima as duas em um vínculo de afeto e desconfiança, e Josephine precisa escolher entre proteger seus negócios e interromper o ciclo de violência que ameaça Rue. A participação de Adams foi comentada pelo contraste entre a severidade de sua personagem e seus momentos de fragilidade.

Música

Em 1976, após o sucesso de This Girl is So Crazy, Adams se aventurou na música com o lançamento do single “D’Baby is Speaking”. A canção trazia o refrão marcante “sit, sit, sit, when D’Baby speaks, everybody sit (sit, sit, sit)...”, uma referência direta à sua fala mais famosa na peça. O single alcançou o topo das paradas no Reino Unido e chegou à 15ª posição na Billboard Hot 100 nos Estados Unidos, impulsionado por uma performance controversa no Saturday Night Live. No entanto, a recepção da crítica foi mista: enquanto alguns elogiavam a originalidade, outros consideravam a letra pretensiosa e apelativa. Mais tarde, Adams admitiu arrependimento pelo projeto, descrevendo-o como “exploratório” e “incompatível com meus valores artísticos”. Desde então, proibiu qualquer comercialização ou transmissão da música, tornando-a uma raridade cobiçada por fãs e colecionadores.

Adams gravou versões de clássicos do jazz para Echoes of a Creole Heart (1997), no qual interpretava Grace, uma cantora de jazz na Nova Orleans dos anos 1950. Entre as músicas regravadas estavam “Ain’t Misbehavin’”, “On the Sunny Side of the Street”, “Do You Know What It Means to Miss New Orleans” e “St. Louis Blues”. A trilha sonora foi um sucesso de vendas, alcançando o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e da Billboard 200 dos Estados Unidos, onde permaneceu por semanas.

Em entrevista à Vanity Fair em 2010, Adams revelou ter gravado músicas de jazz sobre a experiência da mulher negra de Santa Lúcia na Europa, mas ainda aguardava o momento certo para lançá-las, afirmando que o mundo não estava preparado para a excelência negra que o projeto representava.

Em 2022, gravou clássicos do jazz ao lado de Tony Bennett, seu amigo pessoal desde 1991, quando eram vizinhos em Ohio. Com a morte de Bennett antes da conclusão do projeto, Adams declarou em suas redes sociais, em 2023, que as gravações seriam divulgadas no futuro, mas não naquele momento, pois ainda vivia seu luto.

Videogames

Adams também emprestou sua voz a diversos títulos de videogame ao longo dos anos, incluindo Star Wars Jedi: Survivor, Death Stranding 2: On the Beach, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, Call of Duty: Modern Warfare, God of War Ragnarök e Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii. Por seu trabalho em dublagem, conquistou três Game Awards e um BAFTA Games Award.

Em suas atuações para jogos, adotou vozes e sotaques variados, alternando personagens militares, líderes religiosas, figuras míticas e antagonistas. Uma retrospectiva divulgada em setembro de 2026 reacendeu o debate sobre seu trabalho de captura de movimentos e direção de voz, e ganhou circulação nas redes sociais ao destacar a variedade de personagens e gêneros de suas atuações. Adams, que costumava desprezar a associação automática entre videogames e entretenimento juvenil, afirmou em entrevistas que a composição dramática de um personagem digital exigia rigor comparável ao do teatro, embora continuasse a considerar os palcos seu principal espaço de criação.

Ativismo

Causa negra

D'Baby AdamsAdams em campo de refugiados
para negros deslocados

Adams tem sido uma defensora ativa da diversidade e da representação racial nas artes. Desde os anos 1990, tornou-se uma das vozes mais influentes na luta contra o racismo sistêmico na indústria do entretenimento, especialmente no Reino Unido. Seu ativismo lhe rendeu amplo respeito como pioneira que derrubou barreiras para artistas negros e desafiou o status quo.

Uma de suas campanhas mais notáveis tem sido seu compromisso de erradicar o blackface e outras práticas racialmente insensíveis no teatro, cinema e televisão. No início dos anos 1990, denunciou publicamente produções que perpetuavam estereótipos prejudiciais ou utilizavam blackface, pressionando teatros e estúdios a adotarem práticas de escalação mais inclusivas.

Também tem sido uma apoiadora vocal de iniciativas que aumentam as oportunidades para artistas negros nos bastidores, incluindo escritores, diretores e produtores. Orientou talentos emergentes por meio de programas como a The D’Baby Foundation, que fundou em 2005 para fornecer bolsas de estudo, treinamento e recursos para artistas sub-representados. A fundação já auxiliou mais de 200 pessoas a seguirem carreiras nas artes, muitas das quais conquistaram sucesso em suas respectivas áreas.

Direitos das mulheres trans

Em 2001, Adams escreveu uma série de reflexões na Catedral de São Patrício, em Dublin, na Irlanda, nas quais abordava questões relacionadas às mulheres trans, especialmente as que viviam em situação de rua. Esses escritos foram posteriormente divulgados como parte de seu ativismo em defesa dos direitos das mulheres trans.

Representatividade e critérios de escalação

Embora seja defensora da ampliação de oportunidades para profissionais negros, Adams também se opôs a determinadas formas de color-blind casting e race-swapping. Em março de 2026, criticou a escolha de Paapa Essiedu para interpretar Severus Snape em uma adaptação televisiva de Harry Potter, argumentando que a palidez característica do personagem fazia parte de sua construção visual. Chamou a decisão da emissora de “preguiça intelectual”. As críticas à escolha de Essiedu foram interpretadas por parte do público como resistência à escalação racialmente não tradicional. Outros leitores de suas declarações observaram que Adams distinguia entre decisões dramáticas fundamentadas e alterações de caracterização feitas, segundo ela, apenas para gerar publicidade. A discussão foi intensificada pelo contraste com sua própria participação em Crown & Conflict, no qual interpretou a rainha Elizabeth II

No dia seguinte, afirmou que não permitiria que artistas negros sob sua orientação fossem colocados em papéis que, em sua avaliação, os expusessem desnecessariamente ao assédio racista ou à ridicularização pública. Citou Michael B. Jordan e Lupita Nyong’o como exemplos de talentos cuja valorização considerava importante. A posição provocou críticas por parecer contradizer seu próprio envolvimento em adaptações que alteraram gênero e etnia de personagens tradicionais, como Funny Girl, King Lear e Crown & Conflict. Adams argumentou que a legitimidade de cada escolha dependeria de sua função dramatúrgica, da preparação artística e das condições dadas ao intérprete.

Atuação pública em 2025 e 2026

Em setembro de 2025, participou do Black Europeans Lisbon Summit, em Lisboa, com um discurso sobre a persistência das desigualdades coloniais. Afirmou que o teatro deveria expor as feridas históricas e não oferecer versões inofensivas do passado.

Visões políticas

Adams é conhecida por seu forte apoio ao Partido Trabalhista, defendendo políticas que promovem o bem-estar social, os direitos dos trabalhadores e a igualdade.

Imigração

As opiniões políticas de Adams já foram alvo de críticas devido a comentários controversos sobre imigração. Apesar de sua própria herança imigrante — com pais caribenhos —, posicionou-se contra a imigração de muçulmanos, alegando que, em sua visão, os imigrantes caribenhos trouxeram uma forte ética de trabalho, enquanto, em contraste, os imigrantes muçulmanos seriam responsáveis por trazer “caos” e contribuir para o que chamou de “cultura da preguiça”.

Oposição a Margaret Thatcher e protestos contra a poll tax (1979–1990)

Durante o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher (1979–1990), Adams tornou-se uma de suas críticas mais contundentes no meio artístico britânico. Próxima de círculos sindicais e movimentos comunitários de Londres, a atriz se opôs à política de privatizações, às restrições impostas aos sindicatos e aos cortes em serviços públicos, que considerava particularmente prejudiciais à população trabalhadora e às comunidades de imigrantes. Adams, filha de imigrantes de Santa Lúcia, argumentava que o discurso governamental de responsabilidade individual ignorava as desigualdades de classe e raça. A oposição se intensificou após a greve dos mineiros de 1984–1985, quando passou a participar de eventos beneficentes destinados às famílias dos grevistas.

A rivalidade entre as duas mulheres passou a ocupar espaço na imprensa britânica ao longo da década de 1980. Admiradores de Thatcher destacavam sua disciplina, convicção ideológica e recusa em ceder à pressão pública; Adams, por sua vez, interpretava essas características como sinais de insensibilidade social. Em uma entrevista atribuída à atriz em 1986, ela declarou: “A senhora Thatcher diz que a nação precisa apertar o cinto. Curioso que os únicos cintos apertados sejam os dos pobres, enquanto os ricos continuam comprando ternos novos.” Questionada sobre as críticas da artista, Thatcher teria respondido, segundo relatos da imprensa da época, que governar exigia decisões difíceis, não aplausos do West End. Adams retrucou que “um teatro vazio pode ser fechado; um país abandonado pelo próprio governo, não”. Essas trocas de farpas, frequentemente reproduzidas em colunas políticas e culturais, consolidaram sua imagem como adversária pública da primeira-ministra.

O embate chegou ao auge durante a campanha contra a Community Charge, imposto municipal de valor fixo por adulto popularmente conhecido como poll tax. Introduzida na Escócia em 1989 e na Inglaterra e no País de Gales em 1990, a medida mobilizou campanhas de não pagamento e grandes manifestações. Adams passou a discursar em assembleias, apresentações beneficentes e atos públicos, tornando-se uma das vozes culturais mais reconhecidas do movimento. Em contraste com os argumentos do governo de que o novo modelo ampliaria a responsabilidade individual pelas despesas locais, a atriz sustentava que cobrar quantias semelhantes de pessoas com rendas radicalmente diferentes transformava a igualdade tributária em desigualdade social.

Em 31 de março de 1990, durante a grande manifestação contra a poll tax em Londres, posteriormente marcada por confrontos entre manifestantes e a polícia nos arredores de Trafalgar Square, Adams participou dos protestos e fez pronunciamentos em defesa dos grupos de baixa renda. Em um discurso que se tornaria um dos mais citados de sua trajetória política, afirmou: “Se a senhora Thatcher deseja que todos paguem a mesma conta, que comece oferecendo a todos o mesmo salário. Não se cobra o preço de um banquete de quem sequer foi convidado à mesa.” Ela também condenou agressões contra manifestantes e defendeu a continuidade da mobilização popular, sem se apresentar como dirigente formal de um movimento que reunia diferentes organizações e lideranças.

Os protestos se tornaram mais um capítulo da prolongada troca de críticas entre Adams e Thatcher. A atriz acusava a primeira-ministra de confundir firmeza com inflexibilidade, enquanto comentários atribuídos a círculos conservadores desqualificavam sua intervenção como teatralização da política. Adams explorou deliberadamente essa crítica ao responder: “No teatro, quando o espetáculo fracassa, as cortinas se fecham. Em Downing Street, aparentemente, o elenco insiste em cobrar ingresso para o desastre.” Após a renúncia de Thatcher, em novembro de 1990, afirmou que sua oposição não era dirigida ao fato de uma mulher ocupar o poder, mas às políticas defendidas por aquela governante. Nas décadas seguintes, identificou a mobilização contra a poll tax como um momento decisivo de seu ativismo e da aproximação entre sua carreira artística e as causas trabalhistas.

Relações com o Brasil

A relação de Adams com o público brasileiro tornou-se um dos elementos mais controversos de sua atividade pública.

Participação em eventos e homenagem carnavalesca

Em 1998, Adams participou de eventos de divulgação de Central do Brasil, iniciando contato com a produção cinematográfica brasileira. Em fevereiro de 2026, foi homenageada como tema de um desfile carnavalesco da agremiação Unidos da Pavuna, com o enredo “Ditados de West-End, a baronesa que encanta”. Declarou-se emocionada com o reconhecimento, mesmo após sucessivas desavenças com o público brasileiro.

Críticas à cultura e às produções brasileiras

A atriz frequentemente fez generalizações depreciativas sobre brasileiros e sobre a produção cultural nacional. Em dezembro de 2025, ao ser questionada sobre a atuação de Fabi Bang na versão brasileira de Wicked, reprovou a utilização de improvisações, memes e referências da internet na encenação, que considerou incompatível com a disciplina do teatro musical, e chamou a montagem de “terceiro-mundista”. Após reação negativa, seu escritório no West End emitiu um comunicado no qual pediu desculpas somente pelo emprego da expressão “Terceiro Mundo”, termo que considerou ultrapassado, substituindo-o por “em desenvolvimento”, mas reafirmou integralmente suas críticas artísticas.

Em fevereiro de 2026, reutilizou a expressão ao comentar a participação de Shakira no evento Todo Mundo no Rio. No início do ano, voltou a criticar a violência explorada por reality shows brasileiros, que classificou como espetáculos de degradação humana. Em março, após interromper seu período de silêncio religioso, elogiou uma vitória norueguesa na temporada do Oscar e criticou o cinema latino-americano, especialmente O Agente Secreto, por supostamente privilegiar o excesso emocional. Suas observações sobre Wagner Moura e a indústria cinematográfica brasileira continuaram a circular na imprensa de entretenimento.

Em abril de 2026, descreveu a escalação de Myra Ruiz para o papel de Andy Sachs na adaptação brasileira de O Diabo Veste Prada como sintoma de “endogamia criativa”, sugerindo que as produções repetiam nomes conhecidos em lugar de experimentar novas escolhas. Já em maio, quando perguntada sobre improvisações de Bang em Shrek, recusou-se a retomar a discussão e limitou-se a desejar boa sorte à artista.

Após as eleições brasileiras de outubro de 2026, voltou a atacar o nível de escolaridade e a cultura política do país, utilizando expressões consideradas xenófobas. Seus críticos apontaram a contradição entre sua defesa histórica dos imigrantes e do anticolonialismo e a visão depreciativa expressa sobre populações não europeias.

Controvérsias

Adams é conhecida por sua franqueza e honestidade sem filtros, o que frequentemente resultou em rivalidades públicas e controvérsias ao longo de sua carreira. Sua postura direta a tornou uma figura polarizadora — elogiada por uns por sua autenticidade e criticada por outros por ser excessivamente confrontadora.

Rivalidade com Oprah Winfrey

Durante a produção de A Cor Púrpura, de Steven Spielberg, em 1985, Adams e Oprah Winfrey se envolveram em uma disputa altamente divulgada que quase arruinou a carreira de Adams. A rivalidade escalou a ponto de Adams tecer comentários afiados contra Winfrey, incluindo chamá-la de “uma mera apresentadora tentando atuar” e declarar: “Algumas pessoas precisam de um microfone para serem ouvidas, mas eu não — quando D’Baby fala, todos escutam.” O conflito foi tão intenso que Adams mais tarde admitiu que quase a levou a abandonar a atuação.

Anos depois, quando ganhou o Tony de Melhor Atriz em Musical por Your Eyes II: The Musical, ela sentiu que tinha sido vingada. Em seu discurso de aceitação, declarou: “Quando D’Baby fala, todos sentam e escutam”, uma referência clara ao passado, enquanto Oprah, presente na plateia, não teve escolha a não ser ouvir.

Desavença com Elton John

D'Baby Adams e Elton JohnIncidente com Elton John

Adams e Elton John tiveram um desentendimento nos anos 1990 após Adams criticar a postura de Elton no enterro de Lady Diana, amiga pessoal da atriz. Em entrevista ao The Jonathan Ross Show, afirmou que Elton se comportou como se fosse a estrela do evento. Elton respondeu na NME, dizendo que ela deveria se preocupar mais em atuar do que em dar palpites.

A tensão culminou no BAFTA de 1999, onde Elton apresentou a categoria de Melhor Atriz em Papel Coadjuvante, na qual Adams foi indicada por sua performance em The Edge of Tomorrow (1998). Ao receber seu prêmio, comentou: “Parece que só existe espaço para apenas uma Dama neste país”, ironizando o rival, que deixou o palco antes do término de seu discurso, visivelmente irritado.

Outras rivalidades e declarações

  • Barbra Streisand: em 1995, durante entrevista no programa Radio 2’s Afternoon Show, da BBC, Adams afirmou diretamente a Barbra Streisand que ela era uma cantora dos anos 70, época em que Adams ainda era criança. A declaração causou desconforto em Barbra, que foi flagrada saindo furiosa do estúdio, o que gerou grande repercussão nos tabloides do Reino Unido.
  • Acusação de xenofobia contra americanos: em entrevista ao The Oprah Winfrey Show em 2000, causou polêmica ao afirmar que estava pronta para deixar os Estados Unidos após as gravações de Beneath the Surface. Embora tenha falado em tom jocoso, reiterou que seu foco estava no Reino Unido e na Europa, onde, segundo ela, a arte era mais vibrante e intensa. Suas declarações, incluindo uma brincadeira em que chamou os americanos de “básicos e bregas”, geraram reações negativas nos Estados Unidos e foram criticadas por Joan Rivers. Em resposta, Adams ironizou, dizendo que nem sabia que Rivers ainda estava viva.
  • Viola Davis: gerou controvérsia com comentários desdenhosos sobre a atuação de Viola Davis no filme Histórias Cruzadas (2011). Em entrevista à Vogue UK, declarou: “Jamais desperdiçaria meu talento interpretando uma empregada qualquer apenas para alimentar a empatia performativa da branquitude.” Classificou ainda a atuação de Davis como “exagerada” e “constrangedora”. Em 2016, comentários atribuídos a Adams sobre a entrega de performances de Cate Blanchett e Davis foram descritos por tabloides como uma competição simbólica por prestígio, embora a própria atriz negasse hostilidade pessoal contra Davis.
  • Dame Judi Dench: entrou em conflito público com Dame Judi Dench sobre o título de “Dama do Teatro Britânico”. Em entrevista de 2022, afirmou que o título lhe pertencia de direito: “Eu derrubei barreiras que outros nem poderiam imaginar. Alguns subiram ao topo com as costas apoiadas no privilégio branco, enquanto eu tive que lutar por cada centímetro do meu espaço.” Embora não tenha mencionado Dench diretamente, os comentários foram amplamente interpretados como uma crítica à carreira da atriz, gerando um intenso debate sobre raça e privilégio nas artes.
  • Cynthia Erivo: sempre rejeitou comparações entre ela e Cynthia Erivo, que muitos chamam de “a nova D’Baby”. Em entrevista de 2020, desmereceu Erivo como uma “versão inferior” dela mesma, afirmando: “Só existe uma D’Baby. As imitações sempre ficarão aquém.” As declarações criaram um atrito entre as duas atrizes, com Erivo posteriormente dizendo que admirava Adams, mas considerava seus comentários “decepcionantes”. As duas voltaram a trabalhar juntas em Prima Facie (2026).
  • Ícones da música: nunca hesitou em criticar músicos que se aventuram na atuação. No início dos anos 1990, Madonna e Cher foram frequentemente alvo de seus comentários sarcásticos. Sobre Madonna, comparou-a a uma versão genérica e de baixo custo de Marilyn Monroe; sobre Cher, afirmou que o Oscar de Melhor Atriz conquistado por ela era a maior vergonha da Academia, resultado de puro lobby e de uma campanha agressiva. Classificou as performances de Lady Gaga como “canastronas” e as tentativas de Beyoncé como “pouco convincentes”. Suas declarações ganharam destaque na mídia, com fãs das artistas acusando-a de ser desnecessariamente dura. Em resposta, declarou: “Atuar é uma arte. Nem todo mundo consegue fazer.”
  • Outros episódios atribuídos à imprensa de entretenimento: em 2009, circularam rumores de tensão com Meryl Streep depois de Adams ironizar, em um debate sobre prêmios, o hábito de confundir quantidade de indicações com grandeza interpretativa; não há registro de resposta direta de Streep. Em 2022, uma divergência pública sobre métodos de atuação foi associada a Jared Leto, depois de Adams afirmar que nenhuma técnica de preparação justificava importunar colegas de elenco. Em relatos de entrevistas publicados em agosto de 2025, recordou supostos confrontos de 2018 com Nicole Kidman, durante um evento da HBO em Londres, e com Patti LuPone, durante o Laurence Olivier Awards, descrevendo situações em que teria sido ignorada ou provocada pelas colegas, reagindo com insultos. As versões são atribuídas à própria Adams e não constituem relatos independentes dos acontecimentos. Esses episódios passaram a compor a imagem midiática da atriz como crítica severa de celebridades consagradas, sem que as supostas rivalidades correspondessem necessariamente a conflitos mútuos.

Oscar de 2025 e desentendimentos com Fernanda Torres

D'Baby Adams no Oscar de 2025Adams participando
do Oscar de 2025

No início de 2025, Adams passou a comentar publicamente a campanha de Fernanda Torres por Ainda Estou Aqui. Primeiro afirmou à BBC que a atuação da brasileira era aceitável, mas carecia de algo; depois tornou suas avaliações progressivamente hostis, chamando a atuação de “básica”, criticando a indicação como “injusta” por acreditar que sua amiga Marianne Jean-Baptiste tenha sido preterida, e questionando o histórico de blackface associado à atriz. Trouxe à tona ainda controvérsias similares envolvendo a mãe de Torres, Fernanda Montenegro, que também teria participado de um episódio de blackface. Seus comentários foram vistos como uma tentativa de minar a campanha de Torres ao Oscar, gerando reações negativas tanto da indústria quanto de fãs brasileiros. Paralelamente, manifestou apoio a Demi Moore por The Substance e elogiou Karla Sofía Gascón por sua resistência a ataques nas redes sociais.

Em reportagem atribuída ao tabloide Daily Express, surgiram alegações de que Adams viajara a Hollywood para tentar prejudicar a candidatura de Torres, enquanto fontes anônimas afirmaram que ela teria contratado investigadores particulares. Essas alegações não foram demonstradas, mas passaram a integrar a cobertura sensacionalista da disputa. Em entrevista posterior, Adams declarou ter tentado impedir a indicação e brincou que jogaria seu Oscar Honorário no lixo se a brasileira vencesse.

Na ocasião de um jantar pré-Oscar em Los Angeles, veículos de entretenimento relataram que Adams teria ignorado Torres e posado com Moore. No tapete vermelho da cerimônia, vestiu vermelho da Valentino, associando a escolha à memória da ancestralidade negra. Após a vitória de Mikey Madison por Anora, publicou críticas ao etarismo da Academia e à pouca valorização do cinema de terror, comparando depreciativamente o filme vencedor a uma produção para uma premiação de entretenimento adulto. O comentário foi apagado posteriormente.

Adams e Madison se encontraram em uma festa pós-Oscar organizada por Madonna em Los Angeles. Segundo a cobertura social, Adams posou com seu Oscar Honorário e elogiou a vencedora, aproveitando novamente a ocasião para provocar os apoiadores brasileiros de Torres. Em julho de 2026, voltou a atacar a brasileira, desta vez por supostamente divulgar detalhes de uma conversa privada envolvendo Gascón, comportamento que descreveu como falta de decoro profissional.

Declarações sobre artistas e eventos internacionais

Adams também provocou repercussão ao chamar Lady Gaga de “farsa como atriz” em entrevista à BBC durante a temporada de premiações de 2025, alegando que a equipe da cantora construía uma imagem artificial de prestígio dramático. Suas críticas ao álbum Mayhem estão descritas na seção Música. A reação contrastou com seus comentários favoráveis à atuação de Ariana Grande em Wicked, ao repertório de Madonna e ao grupo LE SSERAFIM.

Em abril de 2026, condenou uma apresentação atribuída a Sabrina Carpenter no Coachella, que interpretou como desrespeitosa à cultura árabe. Segundo as publicações que circularam, a cantora teria se desculpado posteriormente. A mistura de intervenções antirracistas, opiniões estéticas contundentes e ataques depreciativos a países inteiros suscitou debates sobre os limites entre crítica artística e preconceito.

Apesar das controvérsias, Adams continua inabalável em suas opiniões, afirmando que valoriza a honestidade mais do que a diplomacia. Embora suas rivalidades ocasionalmente ofusquem seu trabalho, elas também consolidaram sua reputação como uma figura destemida e inflexível na indústria do entretenimento.

Vida pessoal

Casamentos

D'Baby Adams e Sebastian LangleyAdams e o ex-marido
Sebastian Langley em 2011

Adams foi casada várias vezes, e sua vida pessoal frequentemente estampou manchetes devido a seus relacionamentos conturbados. Seus casamentos, em ordem cronológica, foram:

  • Edward “Teddy” Fairbanks, músico britânico (1981): a união terminou no mesmo ano, em meio a acusações de infidelidade.
  • Hugo Silva Neto, empresário português (até 1983): o matrimônio se dissolveu devido a diferenças irreconciliáveis.
  • Alistair Naismith, ator escocês (1984): relacionamento marcado por discussões públicas, resultando em divórcio rápido.
  • Paolo Aversani, diretor de teatro italiano (1984–1988): terminou após relatos de disputas emocionais e financeiras.
  • Desmond Cruz-Rose, poeta trinitário (1994–1996): terminou devido ao comportamento controlador dele.
  • Rafael Zago, pintor venezuelano (1996–1997): romance tempestuoso que durou apenas um ano.
  • Rupert Cavendish, aristocrata britânico (1998–2001): terminou em meio a rumores de inúmeras traições por parte dele.
  • Dmitri Cezimov, bailarino russo (2002–2003): as diferenças culturais levaram ao divórcio.
  • Lennox Abia, músico jamaicano (2004–2005): encerrou-se supostamente devido aos problemas dele com dependência química.
  • Graham Whitmore, guitarrista inglês (2006–2007): carreiras conflitantes levaram à separação.
  • Adeyemi Okafor, cineasta nigeriano (2007–2010): embora o relacionamento parecesse estável, terminou em meio a acusações de abuso físico.
  • Kenji Aoki, escultor japonês (2010): a união durou menos de um ano.
  • Sebastian Langley, empresário britânico (2011), e Tomás Sottomayor, chef português (2011): dois casamentos breves, ambos supostamente envolvidos em casos extraconjugais.
  • Laurent Marchand, estilista francês (2013–2020): seu casamento mais longo. Adams revelou que, embora ele tenha sido seu parceiro mais estável, os dois acabaram se distanciando com o tempo.
  • Gareth Vaughan, músico de jazz galês (2020–presente): com quem trocou votos em 2020.

Apesar de seus inúmeros casamentos, Adams nunca quis ter filhos. Ela declarou publicamente: “Meu único filho é o teatro.”

Amizade com a princesa Diana

Adams afirma ter conhecido Diana, Princesa de Gales, em 1990, quando a princesa visitou discretamente as filmagens de Your Eyes. Segundo a atriz, uma breve visita ao camarim transformou-se em uma conversa de várias horas, dando início a uma amizade mantida até a morte de Diana, em 1997. As duas passaram a frequentar espetáculos e encontros particulares, muitas vezes evitando a cobertura da imprensa. Em 29 de junho de 1994, foram fotografadas juntas na gala da Serpentine Gallery, em Londres.

Em dezembro de 2025, Adams publicou uma fotografia das duas nessa gala, ocasião associada ao chamado “vestido da vingança” de Diana. A atriz afirmou que aquela noite representava a autonomia da princesa. Segundo versões divulgadas pela imprensa de entretenimento, a proximidade das duas teria contribuído para tensões com Elton John, de quem Adams criticou publicamente o comportamento após o funeral da princesa.

Religião

Adams se identifica como anglicana, mas também adota elementos do movimento Rastafári, devido à sua herança santa-lucense. Além disso, expressou uma profunda conexão com a religião iorubá, acreditando que o culto aos orixás a aproxima de seus ancestrais. Suas crenças espirituais são um aspecto central de sua identidade, influenciando tanto sua filosofia pessoal quanto seus empreendimentos artísticos.

Em 2026, voltou a afirmar que interpreta sua participação nos ritos da Igreja Anglicana como uma expressão de tradição familiar, sem renunciar à valorização de práticas espirituais caribenhas e africanas. A artista declarou ter feito um voto de silêncio durante a Quaresma daquele ano, interrompido para comentar os resultados do Oscar de março.

Honrarias e prêmios

Ao longo de sua carreira, Adams recebeu inúmeras honrarias, incluindo as listadas a seguir. Os anos se referem à premiação, que pode ocorrer depois da estreia da obra.

Academy Honorary Award

  • 2018: em reconhecimento às suas extraordinárias contribuições para o cinema, teatro e televisão, e pelo seu compromisso inabalável com a diversidade e representação nas artes.

BAFTA Award

  • 1999: Melhor Atriz em Papel Coadjuvante por The Edge of Tomorrow.
  • 2001: Melhor Atriz Coadjuvante por Beneath the Surface.

BAFTA Games Award

  • 2022: Interpretação em Papel Coadjuvante por God of War Ragnarök.
  • 2024: Melhor Interpretação em Papel Coadjuvante por Star Wars Jedi: Survivor.

BAFTA TV Award

  • 1990, 1991, 1992: Melhor Atriz por Your Eyes.
  • 2012: Melhor Atriz em Comédia por Madame Parliament.

British Independent Film Awards

  • 1995: Melhor Atriz por Shadows on the Congo.

Critics’ Circle Theatre Award

  • 1985: Melhor Atriz por Funny Girl.
  • 2006: Melhor Atriz por The Last Empress of Brixton.
  • 2008: Melhor Atriz por Hamlet.
  • 2012: Melhor Atriz por Yemanjá – The Queen of the Seas.
  • 2017: Melhor Atriz por The Duchess of Nowhere.
  • 2024: Melhor Atriz por Richard III.

Dame Commander of the Order of the British Empire (DBE)

  • 2010: por seus serviços às artes e seu trabalho na promoção da igualdade racial.

Evening Standard Theatre Award

  • 1975: Atriz Revelação por This Girl is So Crazy.
  • 2006: Melhor Atriz por The Last Empress of Brixton.
  • 2008: Melhor Atriz Coadjuvante por Hamlet.
  • 2010: Melhor Peça por escrever The Black Fire Within.
  • 2019: Melhor Performance Musical por Your Eyes II: The Musical.
  • 2024: Melhor Atriz por Richard III.

Game Awards

  • 2019: Melhor Interpretação por Call of Duty: Modern Warfare.
  • 2022: Melhor Interpretação por God of War Ragnarök.
  • 2023: Melhor Interpretação por Star Wars Jedi: Survivor.

Golden Globe Awards

  • 1995: Melhor Atriz em Filme – Drama por Shadows on the Congo.
  • 1998: Melhor Atriz em Filme – Musical ou Comédia por The Edge of Tomorrow.

Grammy Awards

  • 1977: indicada a Melhor Performance Urbana Contemporânea por “D’Baby is Speaking”.

Laurence Olivier Award

  • 1976: Melhor Atriz em Peça por This Girl is So Crazy (reconhecimento pela temporada londrina de 1974–1976).
  • 2003: Melhor Atriz por Medea (temporada londrina de 2002).
  • 2013: Melhor Atriz por Yemanjá – The Queen of the Seas (reconhecimento pela temporada de 2012).
  • 2014: Realização de Destaque em Teatro Afiliado por produzir Black Voices of the Windrush.
  • 2016: Melhor Atriz em Papel Coadjuvante por Coriolanus.
  • 2019: Melhor Musical Novo por escrever/produzir Your Eyes II: The Musical.
  • 2024: Melhor Atriz Coadjuvante em Peça ou Musical por Richard III.

London Film Critics’ Circle Awards

  • 1998: Atriz Coadjuvante Britânica do Ano por The Edge of Tomorrow.

Primetime Emmy Awards

  • 2005: Melhor Atriz Convidada em Série Dramática por The Wire.
  • 2021: Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia por Only Murders in the Building.

Royal Television Society Programme Awards

  • 1990, 1995: Atriz por Your Eyes.
  • 2012: Melhor Performance em Comédia por Madame Parliament.

Sundance Film Festival

  • 1997: Prêmio Especial do Júri por Elenco de Conjunto por Echoes of a Creole Heart.

Tony Awards

  • 1977: Melhor Performance de Atriz Principal em Peça por This Girl is So Crazy.
  • 1999: Melhor Performance de Atriz Principal em Peça por This Girl is So Crazy: A 25th Anniversary Celebration.
  • 2003: Melhor Atriz Principal em Peça por Medea.
  • 2024: Melhor Atriz Principal em Musical por Your Eyes II: The Musical (temporada da Broadway iniciada em 2023).

Obras

Teatro

  • 1974: This Girl is So Crazy (Audrey Whitaker)
  • 1978: Oh My Gosh (Lila)
  • 1980: The House Has No Servants (leitura teatral; projeto não comercial)
  • 1981: Someone is Sexing (Jasmine)
  • 1983: Baby, Please (Evelyn)
  • 1985: Funny Girl (Fanny Brice)
  • 1988/2014: Queens of the Street (leitura e remontagem; produtora)
  • 1999: This Girl is So Crazy: A 25th Anniversary Celebration (Audrey Whitaker)
  • 2002: Medea (Medeia)
  • 2003: The Crown of Ashes (rainha deposta)
  • 2006: The Last Empress of Brixton (empresária)
  • 2008: Hamlet (Gertrudes)
  • 2009: Women Who Refused to Kneel (teatro documental; atriz e produtora)
  • 2010: The Black Fire Within (somente escritora e produtora)
  • 2012: Yemanjá – The Queen of the Seas (Yemọja)
  • 2014: Black Voices of the Windrush (somente escritora e produtora)
  • 2016: Coriolanus (Volumnia)
  • 2017: The Duchess of Nowhere (protagonista)
  • 2018: King Lear (leitura teatral; Rei Lear)
  • 2019: Your Eyes II: The Musical (Dra. Amara Johnson)
  • 2024: Richard III (Rainha Margarida)
  • 2026: Sangue Negro, Coroa Azul (rainha Abadebah)

Televisão

  • 1982: A Woman Without Permission (telefilme; Nadine Bell)
  • 1984: The Colour of Silence (telefilme; Celestine Price)
  • 1989–1994: Your Eyes (Dra. Amara Johnson)
  • 1992: The Last Patient (telefilme; médica protagonista)
  • 2000: The Minister’s Wife (minissérie; parlamentar trabalhista)
  • 2005: The Wire (Dra. Lenora James)
  • 2007: The Kensington Files (participação especial)
  • 2011–2012: Madame Parliament (Bernadette Clarke)
  • 2020: The Silent Matriarch (minissérie; produtora)
  • 2021: Only Murders in the Building (Theodora “Teddy” Ravenscroft)
  • 2023: The Sovereign’s Table (minissérie; Lady Ophelia Blackthorne)
  • 2026: Euphoria (Josephine Bennet / Aunt LaChanze; terceira temporada concluída)

Cinema

  • 1985: A Cor Púrpura (Miss Betty)
  • 1995: Shadows on the Congo (Marlene)
  • 1996: Empress of the River (comerciante e empresária)
  • 1997: Echoes of a Creole Heart (Grace)
  • 1998: The Edge of Tomorrow (Eleanor)
  • 2000: Beneath the Surface (Dra. Naomi Carter; também co-diretora)
  • 2004: A Most Uncivilised Affair (juíza)
  • 2013: A Daughter of the Empire (diretora e produtora)
  • 2015: The House of Seven Mothers (Genevieve St. Clair)
  • 2022: Saltwater Daughters (proprietária de terras)
  • 2025: Baratinha de Fogão (La’Quisha)
  • 2026: Black and Powerful (Lashonda Williams; estreia em junho)
  • 2026: Prima Facie (Eleanor Vale; estreia em agosto)
  • 2026: Crown & Conflict (rainha Elizabeth II; estreia em setembro)

Discografia

  • 1976: “D’Baby is Speaking”, single de 7 polegadas e cassete (EUA e Reino Unido).
  • 1997: Echoes of a Creole Heart: Music from the Motion Picture, trilha sonora.

Livros

  • 2025: This D’Baby is So Crazy: Why I Speak and People Sit and Listen (memórias).

Legado

Désirée “D’Baby” Adams é amplamente considerada uma das figuras mais influentes no teatro e cinema britânicos. Seu trabalho quebrou barreiras para artistas negros e remodelou o cenário cultural. Ela é frequentemente chamada de a “Dama do Teatro Britânico”, a “Baronesa das Artes Britânicas” e “Lenda Viva do Teatro Britânico”.

on quinta-feira, 13 de março de 2025 | | A comment?

D'Baby Adams

D'Baby Adams
Désirée "D'Baby" Adams (born March 15, 1961) is a British actress, singer, producer, and activist. Known for her groundbreaking work in theater, film, and television, D'Baby Adams has been a prominent figure in the arts for over five decades. She is celebrated for her contributions to diversity and representation in the entertainment industry and has received numerous accolades, including an Honorary Academy Award, a Tony Award, a BAFTA TV Award, and multiple Laurence Olivier Awards. D'Baby Adams is also a recipient of the Dame Commander of the Order of the British Empire (DBE), awarded in 2010 for her services to the arts. Her career highlights include winning the Golden Globe for Shadows on the Congo (1995), the Primetime Emmy Award for her guest role in The Wire (2005), and the Evening Standard Theatre Award for her performances in Hamlet (2008) and Richard III (2024). D'Baby Adams is widely regarded as one of the most influential and versatile performers of her generation, with a legacy that spans stage, screen, and activism.

Early Life

Désirée Adams was born on March 15, 1961, in London, England, to Samuel and Marie-Thérèse Adams, immigrants from the Caribbean island of Saint Lucia who arrived in England in 1955 as part of the Windrush Generation. Her father, Samuel, was a skilled carpenter, and her mother, Marie-Thérèse, was a seamstress. The family settled in London's Notting Hill neighborhood, where D'Baby Adams grew up immersed in both her Saint Lucian heritage and British culture. She has a younger sister, Danika Evangeline Adams, born in 1970.

Career

1973–1975: Rise to Stardom

By 1973, D'Baby Adams had lost her parents and was left to care for her younger sister, Daneka; while Daneka was placed in foster care, Adams survived on the streets of London as a beggar. At age 12, D'Baby Adams began singing outside Shakespeare's Globe Theatre to support herself. Her renditions of songs from the popular musical Jesus Christ Superstar drew small but captivated crowds. Her performances caught the attention of Italian actor Giovanni Moretti, who recommended her to British theater producer Cameron Mackintosh.

In 1974, she made her West End debut in the play This Girl is So Crazy, playing the lead role of Audrey Whitaker, a spirited and defiant girl in Victorian England. Her performance earned her the nickname "D'Baby," inspired by the play's iconic line: "When D'Baby speaks, everyone sits and listens." At 13 years old, she became the first Black woman to lead a West End production. This Girl is So Crazy was hailed by critics as the greatest theatrical play of the 20th century. The production attracted the attention of the British Royal Family, with Queen Elizabeth II attending a performance in the West End and praising the young actress's performance. Decades later, this recognition played a significant role in D'Baby Adams being granted the title of Dame of the British Arts. The play ran for two years, during which D'Baby Adams won the Laurence Olivier Award for Best Actress in a Play or Musical.

1976–1977: Broadway Success

D'Baby Adams
This Girl is So Crazy poster

The success of This Girl is So Crazy led to its transfer to Broadway under the direction of Andrew Lloyd Webber. D'Baby Adams reprised her role as Audrey Whitaker for two additional years, concluding her run in 1977 at the age of 16. Her performance earned her a Tony Award for Best Actress, making her one of the youngest recipients of the award. The play's closing night in London's West End became one of the most notable events in West End history, with D'Baby Adams delivering a powerful monologue accompanied by strobe lights and a recitation on "the power of the Black woman." The audience gave a record-breaking 94-minute standing ovation.

1978–1982: Fringe Theater and Coming-of-Age Roles

Following her success in This Girl is So Crazy, D'Baby Adams transitioned to London's fringe theater scene, taking on roles that reflected her journey as a young woman and artist. In 1978, she starred in the fringe production Oh My Gosh, co-starring with actress Emma Sullivan. The play, written by emerging playwright Julian Hartley, explored themes of teenage rebellion, identity, and self-discovery in post-punk Britain. D'Baby Adams played the role of Lila, a 16-year-old girl navigating the complexities of friendship, family, and first love. Critics praised her ability to convey raw emotion and vulnerability, marking a departure from the larger-than-life persona of "D'Baby."

In 1981, D'Baby Adams took on another experimental role in Someone Is Sexing, a provocative play by playwright and director Miranda Cole. Staged at the Young Vic, the production delved into themes of sexual awakening, societal expectations, and the struggles of young women in a rapidly changing world. D'Baby Adams played Jasmine, a 19-year-old art student grappling with her desires and ambitions. The play's candid exploration of sexuality and its use of multimedia elements, including projected visuals and live music, made it a standout in the fringe theater scene.

1983–1984: Baby, Please and the Turning Point

D'Baby Adams
D'Baby Adams in 1998
leaving the Central Station
premiere early
In 1983, D'Baby Adams starred in her final fringe theater production, Baby, Please, a gritty drama written by up-and-coming playwright Marcus Trent. The play, which debuted at the Soho Theatre, explored themes of power dynamics, race, and gender in a dysfunctional relationship. D'Baby Adams played Evelyn, a young woman fighting to assert her independence in the face of emotional manipulation and systemic oppression. Her co-star, Gregory Hargrove, portrayed Victor, Evelyn's controlling and abusive partner.

During the production, tensions between D'Baby Adams and Hargrove reportedly escalated offstage, with Hargrove making racially charged remarks and displaying unprofessional behavior. These conflicts came to a head during a performance when Hargrove ad-libbed a derogatory comment directed at D'Baby Adams. In a moment that would become legendary in British theater history, D'Baby Adams broke character, slapped Hargrove across the face, and delivered an impassioned rebuke: "When D'Baby Adams speaks, you sit and listen." The audience erupted in shock and applause, and the incident quickly became the talk of the theater world.

While some critics condemned D'Baby Adams' actions as unprofessional, others praised her for standing up to racism and abuse in an industry that often silenced marginalized voices. The phrase "When D'Baby Adams speaks, everyone sits and listens" became a rallying cry for empowerment and resistance, solidifying her reputation as a fearless and assertive figure in British theater. However, the incident also led to her being labeled as "difficult to work with" by some industry insiders, a characterization she has openly challenged as a double standard faced by Black women in the arts.

1985–1988: Hollywood Debut and Hiatus

In 1985, D’Baby Adams reinvented the iconic Fanny Brice in a theatrical version of Funny Girl with a Black approach, bringing soul and jazz to the production. Reimagined as a powerful Black woman, Fanny was given new life, culminating in her masterful rendition of "Feeling Good" by Nina Simone, which became the standout moment of the show.

In the same year, D'Baby Adams made her Hollywood debut in Steven Spielberg's The Color Purple, playing the role of Miss Betty, a mischievous maid. The film's production was marked by a feud between D'Baby Adams and co-star Oprah Winfrey. The tension between the two actresses reportedly stemmed from creative differences and clashes over their respective roles in the film. The feud became so intense that D'Baby Adams later revealed it nearly drove her to quit acting altogether.

The emotional toll of the conflict, combined with the pressures of her rising fame, led D'Baby Adams to take a sabbatical from acting. Feeling disillusioned with the industry, she spent several years away from the spotlight, traveling to India in search of spiritual clarity and purpose. This period of introspection proved transformative for D'Baby Adams, who later described it as a necessary step in her personal and professional journey.

1989–1994: Transition to Television and Your Eyes

D'Baby Adams
D'Baby Adams in
2015 Vogue spread
In 1989, D'Baby Adams transitioned to television, taking on the lead role in the critically acclaimed BBC series Your Eyes. The series, set in 1980s London, followed the life of Dr. Amara Johnson, a brilliant but emotionally complex ophthalmologist navigating the challenges of her career, relationships, and identity as a Black woman in a predominantly white profession. Legendary actress Katharine Hepburn joined the cast of Your Eyes in its first season in 1989, marking her first and only television series credit. At the time, Hepburn stated that she accepted the invitation solely for the pleasure of acting alongside a truly genuine actress like D'Baby Adams.

D'Baby Adams' portrayal of Dr. Johnson earned widespread acclaim, with critics highlighting her ability to convey both strength and vulnerability. Her performance won her the BAFTA TV Award for Best Actress in 1990, as well as the Royal Television Society Award for Best Performance. The series ran for five successful seasons, concluding in 1994.

1995–2000: Independent Films and This Girl is So Crazy Revival

Following the success of Your Eyes, D'Baby Adams shifted her focus to independent films, seeking out challenging and unconventional roles. Between 1995 and 2000, she worked on a series of critically acclaimed projects, including:

  • Shadows on the Congo (1995): Directed by Mike Leigh, this British drama explored the lives of a group of immigrants living in London during the 1990s. D'Baby Adams played Marlene, a single mother and aspiring poet struggling to balance her dreams with the harsh realities of life. Her performance earned her the British Independent Film Award for Best Actress and a Golden Globe for Best Actress in a Drama.
  • Echoes of a Creole Heart (1997): In this American indie drama directed by John Sayles, D'Baby Adams starred alongside Alfre Woodard and David Strathairn. She portrayed Grace, a jazz singer in 1950s New Orleans grappling with racial segregation and personal loss. The film premiered at the Sundance Film Festival and won the Special Jury Prize for Ensemble Cast, with D'Baby Adams' performance singled out for its raw intensity and musicality.
  • The Edge of Tomorrow (1998): Directed by Lynne Ramsay, this experimental British film followed the story of a young girl (played by Samantha Morton) and her relationship with her estranged aunt, played by D'Baby Adams. Her role as Eleanor, a free-spirited artist battling addiction, showcased her versatility and earned her a London Film Critics' Circle Award for Best Supporting Actress and a Golden Globe for Best Actress in a Musical or Comedy.
  • Beneath the Surface (2000): In this psychological thriller directed by Darren Aronofsky, D'Baby Adams starred opposite Ellen Burstyn. She played Dr. Naomi Carter, a psychiatrist investigating a series of mysterious events in a small New England town. The film premiered at the Toronto International Film Festival and won the Independent Spirit Award for Best Cinematography, with D'Baby Adams' performance described as "mesmerizing" by critics. D'Baby Adams also co-directed the film, marking her debut as a filmmaker.

In 1999, after filming The Edge of Tomorrow, D'Baby Adams teamed up once again with Cameron Mackintosh for a commemorative revival of This Girl is So Crazy: A 25th Anniversary Celebration. During the limited run, D'Baby expertly reprised her role as Audrey Whitaker, and the play was expanded with an additional act, entirely written by her. The revival was a huge critical and commercial success, and it became a key moment in D'Baby’s return to the theater in the following decade, further solidifying her position as one of the most important figures in British theater and reinforcing her claim to the title of Dame of British Theatre.

2000s: Return to Mainstream Theater and Television

After her independent film era, D'Baby Adams returned to mainstream theater, taking on iconic roles in Shakespearean and classical plays. Her performances during this period were widely celebrated, earning her numerous awards and cementing her status as one of the greatest stage actresses of her generation.

  • Medea (2002): D'Baby Adams starred as the titular character in Medea, a modern adaptation of Euripides' tragedy, which premiered in London's West End before transferring to Broadway. Her portrayal of the vengeful sorceress was described as "electrifying" and "heartbreaking" by critics. She won the Tony Award for Best Actress for her Broadway performance.
  • The Wire (2005): D'Baby Adams guest-starred in the critically acclaimed HBO series The Wire, playing Dr. Lenora James, a compassionate but no-nonsense school principal in Baltimore. Her performance, though brief, was widely praised and earned her the Primetime Emmy Award for Outstanding Guest Actress in a Drama Series. This marked her first major television award in the United States.
  • Hamlet (2008): In a groundbreaking production of Hamlet at the National Theatre, D'Baby Adams played Gertrude, Hamlet's mother. Directed by Nicholas Hytner, the production reimagined Gertrude as a more active and complex character. The final performance of Hamlet earned D'Baby Adams a record-breaking 135-minute standing ovation, an unprecedented achievement in world theater. Adams' performance earned her the Evening Standard Theatre Award for Best Supporting Actress and the Critics' Circle Theatre Award for Best Actress.

2010s: Continued Acclaim and Writing

D'Baby Adams
D'Baby Adams wins Best Actress
award for 
Coriolanus
In addition to her acting career, D'Baby Adams became a prominent theater producer and writer. She founded D'Baby Productions, a company dedicated to developing new works and reviving classic plays with a focus on diversity and innovation. Notable productions include:

  • The Black Fire Within (2010): A play she wrote and produced, exploring the lives of Caribbean immigrants in 1950s London. The production won the Evening Standard Theatre Award for Best New Play.
  • Black Voices of the Windrush (2014): A documentary theater piece she co-produced, based on interviews with members of the Windrush Generation. It received the Olivier Award for Outstanding Achievement in Affiliate Theatre.

D'Baby Adams also returned to acting during this period, starring in productions such as:

  • Yemanjá – The Queen of the Seas (2012): In this epic musical, D’Baby Adams delivered a captivating performance as Yemọja, the majestic water goddess in the Yoruba religion and mother of all the orishas. To honor her ancestors and give voice to silenced narratives, D’Baby deeply immersed herself in the traditions of the African diaspora, transforming the production into an iconic spectacle that challenged British whiteness to confront and recognize the African roots that shaped the world.
  • Coriolanus (2016): D'Baby Adams took on the role of Volumnia, the formidable mother of Coriolanus, in a critically acclaimed production at the Royal Shakespeare Company. Her performance was praised for its "commanding presence and emotional depth," earning her the Olivier Award for Best Supporting Actress.
  • Your Eyes II: The Musical (2019): Based on her iconic 1989 TV series, Your Eyes II: The Musical premiered in the West End, with D'Baby Adams reprising her role as Dr. Amara Johnson. The musical, which she also co-produced, was a commercial and critical success, winning the Olivier Award for Best New Musical and earning D'Baby Adams the Evening Standard Theatre Award for Best Actress in a Musical and the Tony Award for Lead Actress in its Broadway run.

In 2018, D'Baby Adams was awarded an Honorary Academy Award for her "extraordinary contributions to film, theater, and television, and for her unwavering commitment to diversity and representation in the arts."

2020s: Continued Success and Upcoming Projects

D'Baby Adams
D'Baby Adams as
Queen Margaret in Richard III
In the 2020s, D’Baby Adams continued to be acclaimed for her performances in theater, television, and film, including:

  • Only Murders in the Building (2021): In the first season of the critically acclaimed Hulu series, D’Baby Adams shone as Theodora "Teddy" Ravenscroft, a feared theater critic and former acquaintance of Oliver Putnam (Martin Short). Acidic and relentless, Teddy built her career by destroying Broadway dreams with a single biting remark. Her memorable performance earned her the Primetime Emmy Award for Outstanding Guest Actress in a Comedy Series.
  • Richard III (2024): D'Baby Adams played Queen Margaret in Richard III, directed by Sam Mendes at the Old Vic. Her performance was hailed as "a masterclass in Shakespearean gravitas," earning her the Olivier Award for Best Supporting Actress, the Evening Standard Theatre Award, and the Critics' Circle Theatre Award.
  • Black and Powerful (2025): D'Baby Adams is set to star in the highly anticipated A24 film Black and Powerful, directed by Barry Jenkins. The film tells the story of Lashonda Williams, a fiercely independent woman who challenges systemic oppression in a small Southern town during the 1970s. Early buzz suggests that D'Baby Adams' performance could earn her an Academy Award nomination for Best Actress.
  • Crown & Conflict (2025): D’Baby Adams will star as Queen Elizabeth II in Crown & Conflict, a biographical film directed by Yorgos Lanthimos. The casting of Adams, a Black actress, has sparked debate, with some praising its innovative approach while others question historical accuracy. The production emphasizes artistic interpretation over strict realism. The first official image shows Adams in a white gown and an African-inspired tiara, signaling a distinctive portrayal of the British monarch.
  • Euphoria (2026): Set for release in 2026, D'Baby Adams is slated to join the cast of HBO's global phenomenon Euphoria as Josephine Bennet, the grandmother of protagonist Rue (Zendaya). A former substance abuser, Josephine understands her granddaughter's struggles and tries to guide her toward a safer path. However, she leads a double life as Aunt LaChanze, a madam running a brothel where Rue ends up seeking refuge after losing everything to addiction.

D'Baby Adams is also set to release her memoir, This D'Baby is So Crazy: Why I Speak and People Sit and Listen, in 2025. The rights to the book have been acquired by Searchlight Pictures, with a biopic adaptation in development starring Angela Bassett as D'Baby Adams.

Music Career

In 1976, following the success of This Girl is So Crazy, D'Baby Adams ventured into music with the release of her single "D'Baby is Speaking." The song, which featured the now-iconic chorus "sit, sit, sit, when D'Baby speaks, everybody sit (sit, sit, sit)...," was a direct reference to her famous line from the play. The single reached number one on the UK Singles Chart and peaked at number 15 on the US Billboard Hot 100 following a controversial performance on Saturday Night Live. However, the song was met with mixed reactions, with some critics calling the lyrics self-indulgent and gimmicky. D'Baby Adams later expressed regret about the song, describing the experience as "exploitative" and "out of alignment with my artistic values." She has since forbidden any commercial sale or streaming of the song, making it a rare and sought-after piece of her legacy.

D'Baby Adams recorded jazz classics for Echoes of a Creole Heart (1997), in which she portrayed Grace, a jazz singer in 1950s New Orleans. Among the re-recorded songs were "Ain’t Misbehavin’," "On the Sunny Side of the Street," "Do You Know What It Means to Miss New Orleans," and "St. Louis Blues." The soundtrack was a commercial success, reaching number one on the UK charts and the Billboard 200 in the United States, where it remained for weeks.

In an interview with Vanity Fair in 2010, D'Baby Adams revealed that she had recorded jazz songs about the experience of Black women from St. Lucia in Europe, but was still waiting for the right moment to release them, stating that the world wasn't yet ready for the Black excellence the project represented.

In 2022, she recorded jazz classics alongside Tony Bennett, her close friend since 1991 when they were neighbors in Ohio. After Bennett's death before the project was completed, D'Baby announced on social media in 2023 that the recordings would be released in the future, but not at that time, as she was still grieving.

Video Games

D'Baby Adams has also lent her voice to select video game titles over the years, including Star Wars Jedi: Survivor, Death Stranding 2: On the Beach, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, Call of Duty: Modern Warfare, God of War Ragnarök, as well as Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii. For her voice acting work, Adams has won three Game Awards and one BAFTA Games Award.

Activism and Advocacy

Black Activism

D'Baby Adams
D'Baby Adams visiting a refugee camp
for Black displaced persons
D'Baby Adams has been a prominent advocate for diversity and racial representation in the arts. Since the 1990s, she has been a leading voice in the fight against systemic racism in the entertainment industry, particularly in the UK. Her activism has earned her widespread respect as a pioneer who has broken down barriers for Black artists and challenged the status quo.

One of her most notable campaigns has been her longstanding effort to eradicate blackface and other racially insensitive practices in theater, film, and television. Beginning in the early 1990s, D'Baby Adams publicly called out productions that perpetuated harmful stereotypes or used blackface, urging theaters and studios to adopt more inclusive casting practices.

D'Baby Adams has also been a vocal supporter of initiatives to increase opportunities for Black artists behind the scenes, including writers, directors, and producers. She has mentored emerging talent through programs like The D'Baby Foundation, which she established in 2005 to provide scholarships, training, and resources for underrepresented artists. The foundation has supported over 200 individuals in pursuing careers in the arts, many of whom have gone on to achieve success in their respective fields.

Trans Rights Advocacy

In 2001, D'Baby Adams wrote a series of reflections at St. Patrick's Cathedral in Dublin, Ireland, in which she addressed issues related to trans women, particularly those living on the streets. These writings were later shared as part of her activism for trans women's rights.

Personal Life

D'Baby Adams
D'Baby Adams attending the
2025 Academy Awards
D'Baby Adams has been married multiple times, with her personal life often making headlines due to tumultuous relationships. Her first marriage was to British musician Edward "Teddy" Fairbanks in 1981, but the union ended the same year amid allegations of infidelity. She then wed Portuguese businessman Hugo Silva Neto, but their marriage dissolved in 1983 due to irreconcilable differences.

In 1984, she briefly married Scottish actor Alistair Naismith, but their relationship was marked by public arguments, leading to a swift divorce. Later that year, she married Italian theater director Paolo Aversani, a relationship that lasted until 1988 when reports surfaced of emotional and financial disputes.

After a hiatus from marriage, D'Baby Adams tied the knot with Trinidadian poet Desmond Cruz-Rose in 1994, but the relationship ended in 1996 due to his controlling behavior. She then married Venezuelan painter Rafael Zago in 1996, though their fiery romance ended just a year later.

In 1998, she wed British aristocrat Rupert Cavendish, but their marriage ended in 2001 amid rumors of his numerous affairs. She later married Russian ballet dancer Dmitri Cezimov in 2002, but the cultural differences between them led to a divorce in 2003.

Her 2004 marriage to Jamaican musician Lennox Abia was short-lived, ending in 2005, reportedly due to his struggle with addiction. She then married English guitarist Graham Whitmore in 2006, but their conflicting careers led to a split in 2007.

D'Baby Adams married Nigerian filmmaker Adeyemi Okafor in 2007, and while their relationship seemed stable, it ended in 2010 amid accusations of physical abuse. She then wed Japanese sculptor Kenji Aoki in 2010, but their marriage ended within a year.

D'Baby Adams
D'Baby Adams and former husband
Sebastian Langley in 2011

In 2011, she had two short-lived marriages—first to British businessman Sebastian Langley, then to Portuguese chef Tomás Sottomayor, both of whom allegedly engaged in extramarital affairs.

Her longest marriage was to French fashion designer Laurent Marchand, whom she married in 2013. Their relationship lasted until 2020, with D'Baby Adams later revealing that while he was her most stable partner, they grew apart over time. She is currently married to Welsh jazz musician Gareth Vaughan, whom she wed in 2020.

Despite her numerous marriages, D'Baby Adams has never wanted to have children. She has famously stated, "My only child is theater itself."

Religion

D'Baby Adams identifies as Anglican but has also embraced elements of the Rastafari movement, owing to her Saint Lucian heritage. Additionally, she has expressed a deep connection to the Yoruba religion, believing that worshipping the Orisha brings her closer to her ancestors. Her spiritual beliefs are a central aspect of her identity, influencing both her personal philosophy and artistic endeavors.

Political Views

D'Baby Adams is known for her strong support of the Labour Party, advocating for policies that promote social welfare, workers' rights, and equality. However, her political views have come under scrutiny due to controversial comments regarding immigration. Despite her own immigrant heritage, with her parents hailing from the Caribbean, D'Baby Adams has expressed opposition to the immigration of Muslims, claiming that, in her view, Caribbean immigrants brought a strong work ethic, while, in contrast, Muslim immigrants were responsible for bringing "chaos" and contributing to what she called a "culture of laziness."

Controversies

D'Baby Adams is known for her blunt and unfiltered honesty, which has often led to public feuds and controversies throughout her career. Her outspoken nature has made her a polarizing figure, with some praising her for her authenticity and others criticizing her for being overly confrontational.

  • Feud with Oprah Winfrey: During the production of Steven Spielberg's The Color Purple in 1985, D'Baby Adams and Oprah Winfrey became embroiled in a highly publicized feud that nearly derailed D'Baby Adams' career. The feud escalated to the point where D'Baby Adams directed sharp, sassy comments at Winfrey, including calling her "a glorified talk show host trying to act" and quipping, "Some people need a microphone to be heard, but I don’t—when D'Baby speaks, everyone listens." The conflict became so intense that D'Baby Adams later admitted it nearly drove her to quit acting altogether. Years later, when D'Baby Adams won the Tony Award for Lead Actress in a Musical for Your Eyes II: The Musical in 2019, she felt a sense of vindication. In her acceptance speech, she delivered a pointed remark: "When D'Baby speaks, everyone sits and listens," a clear nod to her past struggles and a moment where Winfrey, seated in the audience, had no choice but to listen.
  • Accusation of Xenophobia: In an interview on The Oprah Winfrey Show in 2000, D'Baby Adams sparked controversy when she claimed she was ready to leave the United States after filming Beneath the Surface (2000). Although she made the comment in a joking tone, she reiterated that her focus was on the UK and Europe, where, according to her, art was more vibrant and intense. Her statements, including jokingly calling Americans "basic and tacky," led to backlash in the United States and were criticized by Joan Rivers. In response, D'Baby sarcastically remarked that she didn't even know Rivers was still alive.
  • Conflict with Barbra Streisand: In 1995, during an interview on the BBC’s Radio 2’s Afternoon Show, D'Baby Adams caused discomfort by directly telling Barbra Streisand that she was a singer from the 70s, a time when D'Baby was still a child. The comment created tension, with Barbra being photographed leaving the studio angrily, which was widely covered by tabloids in the UK.
  • Incident with Elton John
    Dispute with Elton John:
    In the 90s, D'Baby Adams had a falling out with Elton John after D'Baby criticized his behavior at Lady Diana’s funeral, a personal friend of Adams. In an interview on The Jonathan Ross Show, D'Baby stated that Elton acted as if he were the star of the event. Elton responded in NME, suggesting that D'Baby should focus more on acting rather than giving unsolicited opinions. The tension between them culminated at the 1999 BAFTA Awards, where Elton presented the Best Actress in a Supporting Role category, in which D'Baby was nominated for her performance in The Edge of Tomorrow (1998). Upon receiving her award, D'Baby commented, “Seems there’s only room for one Dame in this country,” sarcastically referencing her rival, who left the stage before the end of her speech, visibly irritated.
  • Criticism of Viola Davis: D’Baby Adams sparked controversy with dismissive remarks about Viola Davis’s performance in the 2011 film The Help. In an interview with Vogue UK, Adams stated, “I would never waste my talent playing some random maid just to serve white performative empathy.” She further described Davis’s acting as “over-the-top” and “embarrassing.”
  • Feud with Dame Judi Dench: D'Baby Adams has publicly clashed with Dame Judi Dench over the title of "Dame of British Theater." In a 2022 interview, D'Baby Adams claimed that the title rightfully belonged to her, stating, "I’ve broken barriers that others couldn’t even imagine. Some people climbed their way to the top on the backs of white privilege, while I had to fight for every inch of my space." While she did not name Dench directly, the comments were widely interpreted as a critique of Dench’s career, sparking a heated debate about race and privilege in the arts.
  • Criticism of Cynthia Erivo: D'Baby Adams has been vocal in her disapproval of comparisons between herself and Cynthia Erivo, whom many have called "the new D’Baby." In a 2020 interview, D'Baby Adams dismissed Erivo as a "lesser version" of herself, stating, "There’s only one D’Baby. Imitations will always fall short." The comments caused a rift between the two actresses, with Erivo later stating that she admired D'Baby Adams but found her remarks "disheartening."
  • Oscar Feud with Fernanda Torres: In 2025, D'Baby Adams publicly criticized Brazilian actress Fernanda Torres’ Oscar nomination for Best Actress, calling it "unfair" given the snub of her close friend Marianne Jean-Baptiste. D'Baby Adams also brought attention to Torres’ involvement in a blackface scandal earlier in her career, calling her performance "basic" and actively supporting Demi Moore in the category instead. She further escalated the feud by highlighting similar controversies involving Torres’ mother, Fernanda Montenegro, who had also been involved in a blackface scandal. D'Baby Adams’ comments were seen as an attempt to undermine Torres’ Oscar campaign, sparking backlash from some in the industry and Brazilian fans.
  • Comments on Music Icons: D'Baby Adams has not shied away from criticizing musicians who venture into acting. In the early 90s, Madonna and Cher were frequent targets of the actress's biting remarks. Regarding Madonna, D'Baby compared her to a cheap, generic version of Marilyn Monroe. As for Cher, D'Baby claimed that her Oscar for Best Actress was the biggest disgrace in the Academy’s history, the result of sheer lobbying and an aggressive campaign. She has called Lady Gaga’s performances "overwrought" and described Beyoncé’s acting attempts as "unconvincing." Her comments have often made tabloid headlines, with fans of both artists accusing D'Baby Adams of being unnecessarily harsh. In response, D'Baby Adams has stated, "Acting is a craft. Not everyone can do it."

Despite the controversies, D'Baby Adams has remained unapologetic about her opinions, often stating that she values honesty over diplomacy. While her feuds have occasionally overshadowed her work, they have also cemented her reputation as a fearless and uncompromising figure in the entertainment industry.

Honors and Awards

Throughout her career, D'Baby Adams has received numerous honors, including:

Academy Honorary Award

  • 2018: In recognition of her extraordinary contributions to film, theater, and television, and for her unwavering commitment to diversity and representation in the arts.

BAFTA Award

  • 1999: Best Actress in a Supporting Role for The Edge of Tomorrow.

BAFTA Games Award

  • 2022: Performer in a Supporting Role for God of War Ragnarök.

BAFTA TV Awards

  • 1990, 1991, 1992: Best Actress for Your Eyes.

British Independent Film Awards

  • 1995: Best Actress for Shadows on the Congo.

Critics' Circle Theatre Award

  • 1985: Best Actress for Funny Girl.
  • 2012: Best Actress for Yemanjá – The Queen of the Seas.
  • 2024: Best Actress for Richard III.

Dame Commander of the Order of the British Empire (DBE)

  • 2010: For her services to the arts and her work in promoting racial equality.

Evening Standard Theatre Award

  • 2008: Best Actress for Hamlet.
  • 2010: Best Play for writing The Black Fire Within.
  • 2019: Best Musical Performance for Your Eyes II: The Musical.
  • 2024: Best Actress for Richard III.

Game Awards

  • 2019: Best Performance for Call of Duty: Modern Warfare.
  • 2022: Best Performance for God of War Ragnarök.
  • 2023: Best Performance for Star Wars Jedi: Survivor.

Golden Globe Awards

  • 1995: Best Actress in a Motion Picture – Drama for Shadows on the Congo.
  • 1998: Best Actress in a Motion Picture – Musical or Comedy for The Edge of Tomorrow.

Grammy Awards

  • 1977: Nominee for Best Urban Contemporary Performance for "D'Baby is Speaking".

Laurence Olivier Award

  • 1974: Best Actress in a Play or Musical for This Girl is So Crazy.
  • 2014: Outstanding Achievement in Affiliate Theatre for producing Black Voices of the Windrush.
  • 2016: Best Actress in a Supporting Role for Coriolanus.
  • 2019: Best New Musical for writing/producing Your Eyes II: The Musical.
  • 2024: Best Supporting Actress in a Play or Musical for Richard III.

London Film Critics Circle Awards

  • 1998: British Supporting Actress of the Year for The Edge of Tomorrow.

Primetime Emmy Awards

  • 2005: Outstanding Guest Actress in a Drama Series for The Wire.
  • 2021: Outstanding Guest Actress in a Comedy Series for Only Murders in the Building.

Royal Television Society Programme Awards

  • 1990, 1995: Female Actor for Your Eyes.

Sundance Film Festival

  • 1997: Special Jury Prize for Ensemble Cast for Echoes of a Creole Heart.

Tony Awards

  • 1977: Best Performance by a Leading Actress in a Play for This Girl is So Crazy.
  • 1999: Best Performance by a Leading Actress in a Play for This Girl is So Crazy: A 25th Anniversary Celebration.
  • 2002: Best Performance by a Leading Actress in a Play for Medea.
  • 2019: Best Performance by a Leading Actress in a Play for Your Eyes II: The Musical.

Acting credits

  • Theater:
    • 1974: This Girl is So Crazy
    • 1978: Oh My Gosh
    • 1981: Someone is Sexing
    • 1985: Funny Girl
    • 1983: Baby, Please
    • 1999: This Girl is So Crazy: A 25th Anniversary Celebration
    • 2002: Medea
    • 2008: Hamlet
    • 2010: The Black Fire Within (Writer and producer only)
    • 2012: Yemanjá – The Queen of the Seas
    • 2014: Black Voices of the Windrush (Writer and producer only)
    • 2016: Coriolanus
    • 2019: Your Eyes II: The Musical
    • 2024: Richard III
  • Television:
    • 1989: Your Eyes
    • 2005: The Wire
    • 2021: Only Murders in the Building
    • 2026: Euphoria
  • Cinema:
    • 1985: The Color Purple
    • 1995: Shadow of the Congo
    • 1997: Echoes of a Creole Heart
    • 1998: The Edge of Tomorrow
    • 2000: Beneath the Surface
    • 2025: Black and Powerful

Discography
  • 1976: "D'Baby is Speaking" US and UK 7-inch and cassette single.
  • 1997: Echoes of a Creole Heart: Music from the Motion Picture, soundtrack.

Books
  • 2025: "This D'Baby is So Crazy: Why I Speak and People Sit and Listen" memoir.

Legacy

Désirée "D'Baby" Adams is widely regarded as one of the most influential figures in British theater and film. Her work has broken barriers for Black artists and reshaped the cultural landscape. She is often referred to as "Dame of the British Theatre", "Baroness of the British Arts" and "Living Legend of the British Theatre".